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Após décadas de abandono, Vila Buarque recebe Casarão restaurado
Quase um século após a construção, as três residências situadas na Vila Buarque pouco lembravam as casas de aluguel erguidas em 1897. A pintura tornara-se escura e a alvenaria de tijolos já não apresentava sustentação. Em 1991, quando o INSS ainda detinha a posse dos imóveis, duas palavras caracterizavam bem a situação em que se encontravam: deterioração e abandono. Em fevereiro do mesmo ano, após as paredes desmoronarem causando transtornos à vizinhança, o INSS resolveu que venderia o conjunto (o que aconteceu dois anos mais tarde).
No início de 1993, o Sintetel arrematou as residências num leilão. Em dezembro do mesmo ano, o então Secretário Estadual da Cultura, Ricado Itsuo Ohtake, decretou o seu tombamento, tornando-as Patrimônio Histórico de São Paulo. Na mesma data, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado) foi autorizado a inscrever o "Casarão" no Livro do Tombo.
Em 2000, o Sintetel iniciou a restauração, mas a burocracia e a falta de verbas inviabilizaram a concretização do projeto. Para solucionar o problema, em 2001, o Sindicato firmou parceria com a Fundação Telefônica e deu continuidade ao processo. Após essa longa jornada, em agosto de 2006, o Centro de Formação Profissionalizante foi inaugurado, trazendo cursos de qualificação para a comunidade.










