O SINTETEL se reuniu com a Tatho no dia 17 de junho para esclarecer informações que chegaram ao Sindicato sobre uma possível rescisão contratual entre a empresa e a ENEL.
A reunião foi solicitada com urgência para garantir transparência e defender os direitos dos trabalhadores envolvidos.
Durante a reunião, a empresa informou que não houve rompimento do contrato, mas a transferência da operação da Ouvidoria da ENEL para outra localidade. Em razão dessa mudança, a Tatho pretende remanejar os empregados da operação para outro produto que funciona em escala 6x1, enquanto os trabalhadores atualmente cumprem jornada de segunda a sexta-feira (5x2).
O SINTETEL foi firme e deixou claro que não aceitará qualquer alteração que traga prejuízos aos trabalhadores. O Sindicato rejeitou a proposta de mudança da jornada 5x2 para 6x1, por entender que ela representa um retrocesso nas condições de trabalho e afeta diretamente a qualidade de vida, o descanso e o convívio familiar dos empregados.
A entidade destacou ainda que a medida vai na contramão das discussões que ocorrem em todo o país em defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1. Enquanto trabalhadores e entidades sindicais lutam por mais qualidade de vida, a Tatho pretende adotar uma prática ultrapassada e prejudicial aos seus empregados.
Além da questão da jornada, o SINTETEL também cobrou explicações sobre os valores pagos a título de Participação nos Resultados (PPR) de 2025 e sobre denúncias relacionadas a um possível extravio de informações do programa.
A empresa negou qualquer perda de dados e justificou que os valores pagos ficaram abaixo da expectativa em razão dos índices de absenteísmo, que teriam impactado o cálculo do benefício.
O Sindicato contestou os esclarecimentos apresentados e exigiu a revisão dos casos encaminhados pelos trabalhadores que se sentiram prejudicados. O SINTETEL acompanhará cada situação individualmente e continuará cobrando as correções necessárias sempre que forem identificadas inconsistências ou diferenças nos pagamentos.
O SINTETEL segue atento, fiscalizando as ações da empresa e atuando para impedir que decisões unilaterais prejudiquem os trabalhadores ou comprometam direitos já conquistados.
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