A Justiça autorizou a Oi a realizar demissões entre agosto e setembro de 2026, após a negociação com as entidades sindicais estabelecer condições para o pagamento dos direitos dos trabalhadores atingidos.
Inicialmente, a empresa pretendia promover os desligamentos com adiamento das verbas rescisórias. Diante desse cenário, a atuação e a pressão das entidades sindicais foram fundamentais para estabelecer garantias e reduzir os impactos sobre os trabalhadores.
Entre as condições negociadas estão:
🔹Pagamento integral da multa de 40% do FGTS em até 30, 60, 90 ou 120 dias, conforme a faixa salarial;
🔹Pagamento das demais verbas rescisórias em 6 ou 10 parcelas;
🔹Manutenção do plano médico/hospitalar por 90 dias para o trabalhador e seus dependentes cadastrados;
🔹Manutenção do saldo do tíquete alimentação/refeição creditado no mês do desligamento.
A sinalização inicial é de que cerca de 900 trabalhadores podem ser demitidos, número que ainda poderá aumentar até o final de setembro.
Para o SINTETEL e a FENATTEL, em consenso com as demais entidades sindicais, diante da gravíssima crise enfrentada pela Oi, a prioridade continua sendo defender os direitos dos trabalhadores e buscar o máximo de proteção possível para aqueles que serão atingidos pelos desligamentos.
O acordo não elimina a preocupação com as demissões, mas representa uma conquista importante diante das condições inicialmente apresentadas pela empresa.
O SINTETEL e a FENATTEL seguirão acompanhando o cumprimento do acordo e atuando para que os direitos negociados sejam respeitados.