As centrais sindicais começam a se mobilizar nesta semana para lutar pelo reajuste do salário mínimo e da tabela do imposto de renda. Na quinta-feira, representantes da Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CGT (Central Geral dos Trabalhadores) se reúnem para discutir valores e um calendário de mobilização em todo o país. Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, ainda não há consenso sobre números, mas admite que há em discussões em torno de R$ 420 para o salário mínimo, que hoje é de R$ 350. Quanto ao reajuste da tabela do IR, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) deve ficar responsável pelo cálculo das perdas dos trabalhadores desde a gestão Fernando Henrique. "Esse pressão terá que ser feita em Brasília, que é onde vai ser discutido o orçamento para 2007. Nós também vamos discutir uma unidade de ação nos Estados, principalmente onde já existe um salário mínimo regional, como no Rio de Janeiro, por exemplo", afirma o dirigente sindical. Na proposta orçamentária enviada ao Congresso em agosto, o Ministério do Planejamento aponta para um mínimo de R$ 375 para 2007 --um reajuste de 7,3%-- número baseado na variação do PIB per capita e no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Em relação à tabela do IR, o governo concedeu reajustes por dois anos consecutivos (2005 e 2006), após dois anos de tabela "congelada" (2003 e 2004) e um reajuste de 17,5% em 2002. Notícia retira do site Folha Online