Os trabalhadores da Telefônica/Vivo (Telefônica Brasil) aprovaram em assembleias realizadas nos dias 14, 15 e 16 a proposta para o acordo coletivo das empresas. Entre os principais itens do novo documento estão reajuste salarial de 7,40% em 1º de setembro para trabalhadores da Telefônica e em 1º novembro para os da Vivo, que terão provável ganho real frente à projeção de inflação para o período de doze meses que se encerra em novembro. Além disso, o teto salarial será eliminado.
Os vales-refeição e alimentação da Telefônica serão reajustados para R$ 689,22 retroativos à de 1º de setembro, com desconto de apenas R$ 1. Em 1º de novembro, o valor passa a ser de R$ 735,40 para ambas as empresas. A novidade fica por conta do modelo flexível, no qual o trabalhador poderá dividir a quantia recebida entre VR e VA de forma igual, na proporção 70% VR e 30% VA, ou 100% para um dos benefícios.
Ainda chama a atenção no caso da Vivo o expressivo aumento no Auxílio Creche Especial, que passará dos atuais RS 220,13 para R$ 774,56, reajuste de mais de 250%. O mesmo valor será concedido na Telefônica. O Plano de Saúde será alinhado ao modelo da Vivo até o final do primeiro trimestre de 2012, entretanto, está sujeito à aprovação da Agência Nacional de Saúde (ANS). Além disso, haverá redução no prazo de compensação do banco de horas de 120 para 60 dias.
O reembolso de quilometragem rodada da Telefônica sobe de R$ 0,59 para R$ 0,85, acréscimo de 44%. O auxílio creche/babá passa a ser extensivo aos homens e o limite de 80% será eliminado. Assim como na Vivo, o valor para esse benefício agora é de R$ 253.
A data-base foi alterada para 1º de setembro, a mesma já praticada na Telefônica, com isso, o próximo reajuste dos trabalhadores da Vivo acontecerá apenas dez mesmo após as atuais alterações.
Lojas Vivo
Vale lembrar que para os trabalhadores de loja, o Sindicato tem conquistado avanços. O Programa de Participação nos Resultados (PPR) já foi igualado ao dos funcionários do administrativo. A meta do Sintetel e da Fenattel é, agora, igualar os acordos coletivos nacionais, passando de 1,8 salários para 2,2 salários.