A Embratel quer aplicar o INPC não só aos salários como também aos benefícios. Além disso, pela proposta apresentada na reunião realizada no dia 25, o INPC integral seria aplicado apenas aos salários até R$ 6 mil. Acima disso haverá um valor fixo. Pela mesma proposta, os cargos gerenciais não teriam reajuste.
Os únicos itens não econômicos da Pauta de Reivindicações que tiveram alguma resposta foram o Controle de Freqüência e o Mapa de Funções. No caso do controle de freqüência, a empresa quer mudar a forma atual de registro por exceção de freqüência, substituindo-a pelo controle através de uma planilha na intranet preenchida pelo empregado na entrada, horário de almoço e saída.
No que diz respeito ao Mapa de Funções, a empresa diz que promoverá mudanças em alguns cargos, especialmente da área técnica, e que as mudanças ocorrerão durante o mês de novembro.
Comissão exige resposta para a toda a Pauta
Novamente a EMBRATEL se posiciona de forma negativa. Diferentemente dos anos passados a empresa apontou o reajuste do INPC já na primeira reunião. Mas foi só isso. Continua com a velha choradeira de altos custos, apesar de ter apresentado o grande valor de receita gerada por empregado. Nem sequer fez a leitura da pauta ou pediu esclarecimentos de nenhum dos itens.
A Comissão Nacional de Negociação, constituída pelos sindicatos filiados à Fenattel, entre eles o Sintetel-SP, refutou a proposta de imediato.
A Comissão também quer que a empresa responda a todos os itens da Pauta, e não apenas a alguns, como ocorreu nessa reunião, e cobra que a nova proposta da Embratel avance nas cláusulas sociais.
A empresa afirmou que avaliará e dará uma resposta à proposta da Comissão. Novas reuniões ficaram agendadas para os dias 3 e 4 de novembro.
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