A Força Sindical criticou a posição de que alguns setores do serviço público não devem ter direito a greve, manifestada nesta sexta-feira pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Em nota assinada pelo secretário-geral João Carlos Gonçalves, a entidade informa que "repudia a posição do ministro, que quer proibir paralisações de trabalhadores em setores essenciais, na regulamentação do direito de greve previsto na Constituição". A Força diz que a regulamentação nos serviços essenciais é "positiva", mas defende o "direito democrático de expressão". O governo federal estuda uma forma de regulamentar o direito de greve, assunto que Paulo Bernardo discutiu hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A Constituição diz que o servidor tem direito de fazer greve, mas temos que preservar interesses do cidadão. Tem que ter limite", afirmou o ministro. Ele disse que alguns setores não devem ter direito a greve, mas não revelou quais. As centrais sindicais serão ouvidas na próxima semana pelo governo.