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Anatel vai rever contratos de concessão

Os contratos de concessão dos serviços de telefonia fixa serão revisados nos próximos meses pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que pretende incluir metas de banda larga e planos mais atrativos para os usuários de baixa renda. A proposta deverá ser apresentada no fim do ano, para assinatura em 2010. É uma das 31 ações definidas pela agência, em um horizonte de dez anos, para atualizar o marco regulatório das telecomunicações. Na revisão dos contratos, a Anatel quer tornar gratuitos serviços que hoje são pagos na telefonia fixa, como o identificador de chamadas e a possibilidade de deixar ligações em espera. Além de buscar a universalização da internet em alta velocidade, o órgão regulador deseja rever o formato do Aice - uma espécie de "telefone social", com taxa de assinatura mais baixa -, criado em 2005 e cujo desempenho ficou muito abaixo do esperado. Em vez de atingir os 3 milhões de clientes esperados, o Aice alcançou apenas 250 mil assinantes. O Plano Geral de Atualização da Regulamentação (PGR) foi colocado ontem em consulta pública, com duração de 30 dias. Também estão planejadas ações para a segregação das redes de infra-estrutura das concessionárias ("unbundling") e medidas como o aprimoramento dos trabalhos de fiscalização, entre outras. A Anatel abriu consulta ainda para o novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que abre caminho para a fusão da Brasil Telecom com a Oi. Ao fazer uma projeção sobre o mercado de telecomunicações nos próximos dez anos, a agência estimou em R$ 250 bilhões o volume de investimentos até 2018 em quatro segmentos: telefonia fixa, telefonia móvel, serviços de comunicação multimídia (banda larga) e TV por assinatura. Se confirmados, esses investimentos vão superar os R$ 180 bilhões aplicados desde a privatização do setor, em 1997. Em dez anos, indica a Anatel em suas projeções, a telefonia fixa sairá da estagnação vivida nos últimos anos e chegará a 55 milhões de assinantes - são cerca de 40 milhões atualmente. O acesso à TV por assinatura deverá saltar de 6 milhões para 18 milhões. Estarão em funcionamento, segundo a agência, 270 milhões de aparelhos celulares em 2018 - mais do que o dobro dos telefones hoje habilitados. Se essa previsão se confirmar, o Brasil poderá superar a Rússia e transformar-se no quarto maior mercado celular do mundo, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. Na banda larga, o número de usuários deverá subir de 800 mil para 160 milhões. Fonte: Valor Econômico

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