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Dirigentes sindicais reúnem-se com presidente da Oi no Rio de Janeiro

O encontro aconteceu na última sexta feira, dia 6 de fevereiro, na sede da empresa. Compareceram, além do presidente da Fenattel, Gilberto Dourado, e do vice-presidente do Sintetel, José Carlos Guicho, os representantes dos sindicatos filiados: do Paraná, Eugênio Popenda; de Santa Catarina, Sérgio Domingues; do Acre, Maria Altinízia; do Mato Grosso, Lauro Siqueira; e representantes de outros dez sindicatos de estados oriundos da ex-BrT (Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia) e da Oi (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Amazonas e Bahia).

A reunião foi aberta pelo diretor de Recursos Humanos, Júlio Fonseca, que informou que o encontro começou a ser estruturado em setembro do ano passado pelos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Consolidada a compra da Oi no início do ano, a direção da empresa percorreu os nove estados da área da ex-BrT e, menos de um mês depois, cumpre o compromisso de ouvir as demandas sociais dos sindicatos que são parte do processo de relações do trabalho e agentes ativos na democracia.

O presidente da empresa, Luiz Eduardo Falco, fez uma apresentação de conteúdo geral sobre os próximos passos para a integração, garantindo que irá privilegiar as ilhas de excelência existentes. Ele afirmou que a empresa de serviços apóia-se em pessoas e que já foram investidos R$ 38 bilhões nela. Falco falou ainda sobre o crescimento recorde para uma base de 25 milhões de clientes móveis, sobre a competição na banda larga e sobre o compromisso nacional da empresa, se comparada às multinacionais do setor que estão entre as que mais dividendos mandaram para o exterior.

A Oi enfrenta a competição com gigantes multinacionais que ganham escala e conseguem melhores negociações com as empresas de tecnologia. Portanto, a única opção para a empresa é ousar crescer. A parceria social é fundamental para isso.

Há também uma disputa por anexação de mercados e Luiz Eduardo Falco trouxe dados sobre o desempenho da Oi se comparada aos demais grupos no continente. A nova empresa nasce com 53 milhões de clientes em 92% do território nacional e, mesmo assim, refuta o rótulo de "supertele", focando o jogo global. No terreno do "back bone" a competição é com a Embratel, e essa é uma questão estratégica para que os dados do governo não transitem pelas redes das empresas de fora.

A questão primordial para a direção da Oi baseia-se na agilidade da integração. Para o movimento sindical dos trabalhadores em telecomunicações, a questão passa pela manutenção dos postos de trabalho e pela busca de alternativas de realocação em outras funções e departamentos. A empresa garantiu ainda que manterá os contratos no que se refere aos fundos de pensão.

A Fenattel reiterou as reivindicações de respeito ao contrato dos aposentados complementados do Paraná, a questão da não precarização dos contratos das prestadoras de serviço, o reconhecimento dos SINTTEIS como representantes de todos trabalhadores diretos e indiretos, além da garantia de empregos. A negociação continua nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro, com uma comissão formada por cinco representantes da Federação e cinco sindicatos dos estados não filiados.

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