Sondagem realizada pela Abinee (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica) aponta as perspectivas para o mercado de telecomunicações em meio à crise econômica mundial. De acordo com representantes do setor, a parte de infraestrutura não foi atingida pela crise em função de muitos contratos terem sido firmados antes do mercado financeiro sofrer abalos.
Entretanto, a área de equipamentos de comunicação corporativa já mostra sinais de retração, assim como a indústria de cabos, que sofre com a concorrência de produtos importados. Nos dois últimos meses de 2008, a produção de celulares caiu 50% no país. Os executivos acreditam que em 2009 haverá redução significativa na demanda.
Na indústria eletrônica, o número de trabalhadores empregados diminui 0,8% em novembro e 1,04% em dezembro. Isso equivale a três mil trabalhadores dispensados. A estimativa é que a redução no emprego se mantenha no início desse ano.
Mercado aquecido
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cresceu cerca de 25% o número de celulares habilitados no Brasil em 2008, um aumento de 150,6 milhões de usuários. Desse total, 122,7 milhões são clientes pré-pagos e 27,9 milhões pós-pagos. Esse foi o maior crescimento já registrado, superando em 40,8% o índice de 2007.
No ranking de participação de mercado das operados de telefonia móvel o quadro segue o mesmo. A Vivo aparece em primeiro com 29,54%, seguido pela Claro, com 25,71%, e em terceiro, com 24,17%, a TIM. A Oi surge em quarto, com 16,19%. A tecnologia GSM concentra 88,9% dos usuários.