No último dia 5 de novembro, os trabalhadores da Tivit Mogi das Cruzes realizaram, em conjunto com o Sindicato, um protesto pelo cumprimento integral da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010. A Tivit insiste em não seguir o documento que o restante da categoria já adota, pois não pretende pagar o abono salarial de R$ 240,00, como também não quer reajustar o vale-refeição. A situação em Mogi é ainda mais crítica, pois a empresa não pagou um único centavo do abono.
O movimento transcorreu normalmente, mas, a Tivit, em uma demonstração de radicalismo e unilateralidade, mentiu à polícia, que adotou uma postura de parcialidade favorável à empresa. Além disso, supervisores foram incitados a desmoralizarem o verdadeiro intuito da mobilização. Para o Sintetel, este não é o papel dos supervisores, e muito menos é a função da polícia.
Como divulgado anteriormente na notícia sobre a paralisação em São Paulo, o que a Tivit quer, na verdade, é aumentar o número de PAs, mas ela pretende encaminhar a conta de gastos para o trabalhador. A empresa ainda adota o discurso de que o movimento é ilegal, mas o Sindicato afirma ter o direito de protestar e lutar pelos trabalhadores. O Sintetel entende que quem não cumpre a lei é a própria Tivit.