O Sintetel deixou claro para a empresa sobre a necessidade de negociar um valor justo que contemple a grande maioria dos trabalhadores, visto que nos anos anteriores tiveram que acontecer paralisações para que ela atendesse as reivindicações.
O Sindicato salientou ainda que, em vez de ser um evento motivacional, o PPR (Programa de Participação nos Resultados) tem sido motivo de estresse para todos. A empresa concordou com as ponderações do Sintetel e solicitou nova reunião para a primeira semana de fevereiro, em função de estar negociando reajustes contratuais com a Tefefônica.
Contrato com a Telefônica
O Sindicato questionou a empresa sobre rumores de uma eventual rescisão contratual com a Telefônica e que isto está criando um clima de insegurança entre os trabalhadores. A empresa respondeu que a informação não passa de boato. A Telemax afirmou que está apenas negociando valores defasados nos preços pagos pela contratante.
O Sindicato também procurou a Telefônica para apurar o assunto. A empresa afirmou não ter conhecimento da descontinuidade das operações da Telemax e que o contrato é cumprido em sua integralidade. A Telefônica afirmou que tem auditado a Telemax costumeiramente sobre os recolhimentos fiscais obrigatórios da empresa. A Telefônica também afirmou que numa eventual rescisão contratual ela assegurará que as obrigações trabalhistas da contratada sejam cumpridas e que não haja qualquer prejuízo aos empregados, fazendo valer todos os meios aplicáveis.
Gestão de Operação Inteligente
O Sintetel questionou a empresa sobre a forma coercitiva que alguns supervisores estariam praticando, dizendo para os trabalhadores que o GOI serviria como marcação de ponto.
A empresa desmentiu tal procedimento e afirmou que distribuiu comunicado interno desautorizando a informação.
Níveis Salariais
O Sindicato cobrou da empresa o compromisso assumido de praticar pisos salariais com médias superiores aos concorrentes.
A empresa afirmou que praticou vários ajustes durante 2009 e que tem participado de seminários com a Telefônica para implementar as melhores práticas do mercado.
Demissões por justa causa
O Sindicato cobrou da empresa sobre o excesso de rigor praticado, e que isto ocasiona um excesso de demissões por justa causa.
A empresa respondeu que os casos são analisados individualmente e que as demissões são feitas na observância da lei. O Sindicato reafirma que as injustiças serão passíveis de processos trabalhistas e reivindicou uma análise mais criteriosa em virtude que possam ocorrer algumas injustiças.